A produção brasileira de noz-pecã deve registrar uma recuperação relevante na safra de 2026, com volume estimado entre 6,5 mil e 7 mil toneladas. O resultado representa avanço em relação ao ciclo anterior, impactado pelas enchentes de 2024, e se aproxima do desempenho observado em 2023.
Segundo o Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), o crescimento é impulsionado pela elevada carga de frutos nos pomares e pela entrada de novas áreas em produção. A expectativa do setor é de que o volume possa inclusive superar o patamar recente, dependendo das condições ao longo da colheita.
No mercado, a perspectiva é de estabilidade nos preços, mesmo diante de maior oferta. A combinação entre demanda externa aquecida e abertura de novos canais de exportação tende a sustentar as cotações, especialmente para produtos de melhor qualidade. O cenário internacional também contribui, já que grandes produtores, como Estados Unidos e México, não formaram estoques significativos nos últimos ciclos.
Apesar do cenário positivo, o clima tem sido um fator de atenção. Desde a primavera passada, os volumes de chuva estão acima da média histórica, favorecendo o surgimento de doenças nos pomares. Há registros pontuais de antracnose e queda de frutos, associados à combinação de alta umidade e temperaturas elevadas.
Os produtores também enfrentam desafios operacionais, como a necessidade de equipamentos mais potentes para pulverização, devido ao crescimento das árvores. Além disso, o manejo da irrigação exige monitoramento constante diante da irregularidade das chuvas previstas para os próximos meses.
Outro ponto crítico é a colheita, que demanda agilidade para evitar perdas e garantir a qualidade do produto. A disponibilidade de mão de obra e o uso de equipamentos adequados são considerados decisivos nessa etapa.
Mesmo com essas dificuldades, o setor mantém uma avaliação positiva da safra. A boa carga de frutos e a entrada de novos pomares produtivos reforçam a expectativa de crescimento da oferta nacional em 2026.