PLANO SAFRA

Cooperativas respondem por 40% do crédito equalizado

As cooperativas de crédito vêm consolidando seu papel como protagonistas no financiamento do agronegócio brasileiro. Dados do Plano Safra 2025/2026 mostram que instituições cooperativas ampliaram significativamente sua participação nas operações de crédito rural equalizado, fortalecendo o acesso dos produtores aos recursos necessários para custeio, investimento e expansão da produção.

De acordo com informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), até março deste ano foram liberados R$ 43,4 bilhões dos R$ 113,4 bilhões programados em recursos equalizáveis para a safra, o que representa 38% da execução total prevista. O crédito equalizado é aquele que conta com subsídio do governo para reduzir os juros pagos pelos produtores rurais.

Nesse cenário, cooperativas como Sicoob, Sicredi e Cresol ganharam espaço entre os principais operadores das linhas de financiamento. O Sicoob movimentou R$ 5,6 bilhões em operações de custeio rural equalizado e executou 59% do volume programado. Já o Sicredi alcançou R$ 5,2 bilhões em concessões, enquanto a Cresol liberou R$ 3,1 bilhões e atingiu 100% da meta prevista para o período.

Além do avanço nas operações de custeio, cooperativas também figuram entre os maiores operadores de crédito para investimentos rurais, atrás apenas de instituições como Banco do Brasil e BNDES. O desempenho reforça a crescente confiança dos produtores no modelo cooperativista, especialmente em municípios do interior, onde essas instituições mantêm forte presença e relacionamento próximo com os associados.

Os números acompanham a expansão geral do crédito rural. Entre julho de 2025 e março de 2026, o volume contratado no crédito rural empresarial alcançou R$ 404 bilhões, crescimento de 10% em comparação ao mesmo período da safra anterior. O total efetivamente concedido aos produtores chegou a R$ 387 bilhões.

Outro destaque é o avanço das Cédulas de Produto Rural (CPR), que movimentaram mais de R$ 183 bilhões no período, consolidando-se como um dos principais instrumentos de financiamento do agronegócio brasileiro. O crescimento demonstra uma mudança gradual na dinâmica do crédito rural, com maior participação de instrumentos privados e fortalecimento das cooperativas financeiras.

Especialistas avaliam que o crescimento das cooperativas no Plano Safra reflete a capacidade dessas instituições de oferecer atendimento regionalizado, maior proximidade com os produtores e agilidade na concessão de crédito. O movimento também contribui para ampliar a competitividade do sistema financeiro rural e fortalecer o desenvolvimento econômico das regiões agrícolas do país.