China reconhece Brasil livre de aftosa

Brasil livre de aftosa sem vacinação amplia oportunidades para exportação de carne bovina à China

O reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação pela China representa um novo marco para a pecuária nacional e abre caminho para a ampliação das exportações de carne bovina ao principal mercado comprador do produto brasileiro. A decisão foi oficializada nesta terça-feira (2) pelas autoridades chinesas, um ano após o país conquistar a certificação internacional da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).  

O status sanitário concedido pela OMSA em 2025 reconheceu todo o território brasileiro como livre da doença sem necessidade de vacinação, consolidando décadas de investimentos em vigilância sanitária, controle epidemiológico e rastreabilidade animal. A certificação fortaleceu a imagem do Brasil como fornecedor confiável de proteína animal para mercados internacionais exigentes.  

Agora, com o reconhecimento formal da China, barreiras sanitárias que ainda limitavam parte do comércio bilateral tendem a ser reduzidas. A medida também amplia as possibilidades de exportação de produtos de maior valor agregado, como carnes com osso e miúdos bovinos, segmentos que possuem forte demanda no mercado asiático.  

A China é o principal destino da carne bovina brasileira. Mais da metade das exportações brasileiras do produto tiveram o país asiático como destino no último ano, enquanto as importações chinesas de carnes brasileiras somaram cerca de US$ 3 bilhões apenas no primeiro trimestre deste ano.  

Segundo o governo brasileiro, a decisão encerra mais de duas décadas de negociações sanitárias entre os dois países. Técnicos chineses já haviam realizado missões de inspeção no Brasil para avaliar os controles sanitários da cadeia pecuária, além de analisar informações complementares sobre os programas de erradicação e vigilância da doença.  

Especialistas do setor avaliam que o novo status sanitário fortalece a competitividade da carne bovina brasileira e pode facilitar o acesso a mercados ainda mais exigentes, ampliando o potencial de crescimento das exportações nos próximos anos.