Santa Catarina confirmou um novo foco da doença de Newcastle em uma criação comercial de perus no município de Coronel Freitas, no Oeste catarinense. A confirmação ocorreu entre os dias 23 e 24 de outubro, durante as ações de vigilância sanitária realizadas após o primeiro registro da doença no estado, em Nova Itaberaba.
Segundo a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), o novo foco está localizado dentro da área de restrição sanitária estabelecida para conter a disseminação do vírus. As equipes do Serviço Veterinário Oficial iniciaram os procedimentos de investigação epidemiológica e controle da ocorrência.
Em outra ocorrência, o vírus também foi identificado em pombos de vida livre no município de Marema, fora da área de emergência sanitária. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), essa detecção não configura um foco de doença de Newcastle, conforme a definição sanitária adotada pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
Primeiro foco foi registrado em Nova Itaberaba
O primeiro caso da doença em Santa Catarina foi confirmado em 18 de outubro, em um estabelecimento comercial de criação de perus de corte em Nova Itaberaba. Após a confirmação, a propriedade foi interditada e as medidas sanitárias de contenção foram iniciadas.
O despovoamento sanitário das aves foi concluído em 20 de outubro, e os procedimentos de limpeza e desinfecção das instalações foram realizados conforme os protocolos oficiais.
Diante da ocorrência, o Mapa declarou emergência zoossanitária por 60 dias nos municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. A medida permite intensificar a vigilância epidemiológica e o controle sanitário na região.
Mais de 160 propriedades comerciais foram monitoradas
Conforme balanço divulgado pela Cidasc em 24 de outubro, mais de 160 propriedades comerciais de criação de galinhas e perus haviam passado por ações de vigilância. Também foram fiscalizadas 317 propriedades de criação de aves para subsistência, com a realização de 78 coletas de amostras.
Até aquela data, mais de 15 granjas comerciais da região haviam apresentado resultados negativos para a doença. Segundo a companhia, as aves consideradas saudáveis e com ausência do vírus comprovada foram liberadas para o abate comercial regular.
As equipes também mantinham barreiras sanitárias para controlar o trânsito e realizar a desinfecção de veículos, além de orientar produtores sobre as medidas de biosseguridade necessárias para proteger os plantéis.
Consumo de carne de frango e ovos continua seguro
O Mapa esclarece que o consumo de carne de aves e ovos provenientes de estabelecimentos submetidos à inspeção sanitária oficial permanece seguro para a população. A ocorrência exige medidas rigorosas de controle sanitário, mas não representa risco à saúde humana associado ao consumo desses produtos inspecionados.
A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres. Entre os sinais que podem ocorrer estão alterações respiratórias e neurológicas, diarreia e aumento da mortalidade.
A Cidasc orienta que produtores e moradores comuniquem imediatamente às autoridades sanitárias qualquer situação de mortalidade súbita ou incomum de aves, especialmente quando acompanhada de sinais respiratórios ou neurológicos. A notificação pode ser feita diretamente à companhia ou pelo sistema e-Sisbravet, do Ministério da Agricultura.




