As primeiras medidas sanitárias para conter o foco da doença de Newcastle em uma granja de perus em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina, foram concluídas nesta terça-feira (20). De acordo com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), os dois galpões da propriedade passaram pelo processo de retirada das aves nos dias 19 e 20 de outubro, conforme os protocolos de controle da enfermidade.
Os trabalhos são coordenados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela Cidasc, com o apoio de outras instituições e do setor produtivo. A propriedade permanece isolada, com acesso restrito aos profissionais autorizados que atuam na operação.
Para reduzir o risco de disseminação do vírus, foi instalada uma barreira física para controlar a entrada e a saída de pessoas. O local também conta com um sistema de desinfecção, enquanto os insumos utilizados na granja e as carcaças das aves estão sendo destinados ao descarte conforme as orientações sanitárias.
A vala destinada ao enterramento dos materiais passou por vistoria e recebeu aprovação das autoridades ambientais na tarde de terça-feira (20). A próxima etapa na propriedade inclui os procedimentos de limpeza e desinfecção das instalações.
Vigilância é ampliada na região
Paralelamente às ações realizadas na granja, a Cidasc intensificou o monitoramento sanitário em propriedades rurais localizadas em um raio de até 10 quilômetros do foco identificado.
Nove equipes estão mobilizadas para visitar estabelecimentos comerciais de criação de aves e propriedades com criações de subsistência. Os trabalhos são conduzidos por profissionais que incluem médicos-veterinários, com prioridade para as propriedades mais próximas da granja afetada e aquelas com previsão de envio de aves para abate nos próximos dias.
O objetivo é acompanhar a situação sanitária dos plantéis e identificar possíveis ocorrências que exijam novas medidas de controle.
Como a doença afeta as aves?
A doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que atinge aves domésticas e silvestres. A infecção pode provocar problemas respiratórios, diarreia, alterações neurológicas e elevada mortalidade, causando prejuízos à produção avícola.
Entre os sinais que merecem atenção estão inchaço e coloração arroxeada da crista e da barbela, secreções nasais e oculares, torcicolo, falta de apetite, redução no consumo de água e ração e queda na produção de ovos.
A Cidasc orienta que produtores que identifiquem esses sintomas ou registrem mortalidade elevada e repentina nas aves comuniquem imediatamente a suspeita ao órgão. A notificação pode ser feita pelo sistema e-Sisbravet ou diretamente em um escritório local da companhia.
Consumo de carne de frango e ovos permanece seguro
Segundo a Cidasc, o risco para os seres humanos é baixo, embora pessoas que tenham contato direto com aves infectadas possam desenvolver conjuntivite.
O consumo de carne de aves e ovos provenientes de estabelecimentos registrados em serviços oficiais de inspeção sanitária permanece seguro. A doença não é transmitida pelo consumo desses alimentos.
A companhia reforça que a adoção de medidas de biosseguridade nas propriedades é fundamental para proteger os plantéis e evitar a disseminação do vírus.
Fonte: Fonte: Cidasc — Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina.




