A Região Sul volta a entrar no radar das condições de tempo severo nesta semana. A combinação entre áreas de instabilidade, passagem de sistemas frontais e a formação de um ciclone extratropical deve favorecer episódios de chuva forte em diferentes pontos dos três estados.

A previsão indica que o cenário tende a ficar mais instável principalmente a partir de quinta-feira (8), quando um cavado deve atuar sobre o Sul e contribuir para a formação de um novo ciclone extratropical. O sistema também deve influenciar áreas da Argentina, do Paraguai e do Uruguai antes de avançar sobre o território brasileiro.

Chuva deve aumentar nos próximos dias

Na quarta-feira (7), a tendência é de uma redução temporária dos volumes de chuva em grande parte do país. No entanto, essa melhora deve ser curta.

A partir de quinta-feira, a instabilidade volta a se intensificar. No oeste do Rio Grande do Sul, os acumulados pontuais podem chegar a 60 a 70 milímetros. Na sexta-feira (9), uma frente fria deve avançar por Santa Catarina, Paraná e oeste de Mato Grosso do Sul, com volumes estimados entre 25 e 30 milímetros em algumas áreas.

No Rio Grande do Sul, especialmente na região de São Borja, os acumulados pontuais podem alcançar 90 milímetros.

Acumulados elevados entram no radar

O cenário merece ainda mais atenção para o período entre os dias 7 e 13 de outubro.

As maiores precipitações devem se concentrar no oeste gaúcho, meio-oeste catarinense e sudoeste do Paraná. Nessas regiões, os volumes acumulados podem ultrapassar 150 milímetros.

Em outras áreas do Sul, a previsão aponta acumulados entre 80 e 120 milímetros no período.

A expectativa é de que a faixa de chuva mais intensa continue avançando pelo Centro-Sul nos dias seguintes. Entre 12 e 20 de outubro, Paraná e Santa Catarina podem novamente registrar volumes superiores a 150 milímetros, enquanto áreas de São Paulo e do sul de Minas Gerais também entram no radar para chuvas mais volumosas.

Produtor rural deve ficar atento

A sequência de chuva exige atenção especial no campo. O excesso de umidade pode reduzir as janelas disponíveis para a entrada de máquinas, prejudicar operações de colheita e dificultar o avanço da implantação das culturas de verão.

A situação também preocupa áreas que ainda trabalham com culturas de inverno, já que períodos prolongados de chuva podem aumentar a pressão de doenças e comprometer a qualidade das lavouras.

O cenário é especialmente relevante para produtores do Sul, onde outubro já apresenta tendência de precipitações acima da média em diversas áreas. O Inmet também aponta manutenção de condições favoráveis à ocorrência de chuvas em partes da região.

Instabilidade deve avançar para outras regiões

O sistema não deve ficar restrito ao Sul. Conforme a frente fria avançar, áreas do Sudeste e do Centro-Oeste também poderão registrar aumento da instabilidade.

Enquanto isso, regiões do Norte e Nordeste seguem enfrentando temperaturas elevadas e distribuição irregular das chuvas. Em algumas áreas, os termômetros podem se aproximar dos 40°C.

O cenário dos próximos dias, portanto, será marcado por fortes contrastes: enquanto o Sul se prepara para novos episódios de chuva intensa, outras regiões brasileiras ainda enfrentam calor e períodos de maior tempo seco.

Fonte: Notícias Agrícolas e Inmet.