Santa Catarina manteve a liderança nacional no abate de suínos no primeiro trimestre de 2026. De janeiro a março, o estado respondeu por 28,1% dos animais abatidos no Brasil, conforme dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na sequência do ranking aparecem o Paraná, com 20,9% de participação, e o Rio Grande do Sul, com 17,8%. Juntos, os três estados concentraram 66,8% do abate nacional, reforçando a importância da região Sul para a produção brasileira de carne suína.
De acordo com o IBGE, o Brasil registrou o abate de 15,27 milhões de suínos no primeiro trimestre deste ano. O resultado representa crescimento de 5,5% em comparação com o mesmo período de 2025. O peso total das carcaças chegou a aproximadamente 1,43 milhão de toneladas, aumento de 6,9% na comparação anual.
Os números demonstram a relevância da suinocultura para o agronegócio brasileiro e a posição estratégica de Santa Catarina na cadeia produtiva, que envolve produtores rurais, cooperativas, agroindústrias e trabalhadores do setor.
Produção catarinense em destaque
A liderança de Santa Catarina no abate de suínos também foi observada no resultado anual de 2025. Segundo o IBGE, o estado respondeu por 28,2% dos animais abatidos no país naquele ano, seguido pelo Paraná, com 21,2%, e pelo Rio Grande do Sul, com 17,9%.
No conjunto do Brasil, foram abatidos 60,69 milhões de suínos em 2025, volume 4,3% superior ao registrado em 2024. O resultado estabeleceu um novo recorde na série histórica da pesquisa.
O desempenho catarinense está relacionado à presença de uma cadeia produtiva estruturada, com sistemas de integração entre produtores e agroindústrias, investimentos em tecnologia e acompanhamento sanitário dos rebanhos.
Oeste catarinense tem papel importante no setor
O Oeste de Santa Catarina se destaca pela concentração de produtores, cooperativas e unidades agroindustriais ligadas à produção de proteína animal. A região tem participação importante no abastecimento do mercado interno e na atividade exportadora do estado.
A estrutura de produção e processamento contribui para a geração de empregos e renda, além de movimentar atividades relacionadas à fabricação de rações, ao transporte, à assistência técnica e ao fornecimento de insumos.
Os resultados mais recentes do IBGE reforçam a posição de Santa Catarina como principal estado brasileiro no abate de suínos e evidenciam a importância da atividade para o desenvolvimento do agronegócio catarinense.
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, resultados do primeiro trimestre de 2026 e do ano de 2025.




