A redução da oferta de trigo produzido no Brasil pode aumentar a necessidade de importações nesta safra. A expectativa é de que o país precise adquirir cerca de 9 milhões de toneladas do cereal no mercado internacional para atender à demanda interna.

A projeção foi apresentada durante a abertura do 11º Encontro da Cadeia Produtiva do Trigo de São Paulo, realizado nesta quinta-feira (24). O volume representa uma revisão para cima das estimativas anteriores e aponta para uma maior dependência do mercado externo.

Em São Paulo, mesmo com o crescimento da produção e a proximidade entre as lavouras e os moinhos, o trigo importado continua sendo necessário. A capacidade de moagem e o tamanho do mercado consumidor do Estado mantêm elevada a demanda pelo cereal de outros países.

A Argentina e o Paraguai devem continuar entre os principais fornecedores do Brasil. No caso argentino, porém, questões relacionadas à qualidade do produto podem influenciar as negociações.

A Rússia também pode participar do abastecimento brasileiro, embora sua presença seja limitada pelas exigências sanitárias estabelecidas pelo país.

Com a possível necessidade de volumes maiores, o Brasil deverá intensificar as compras externas e buscar novas cargas principalmente nas origens que já possuem participação relevante no mercado nacional.