O comércio exterior brasileiro de frutas e nozes apresentou uma reação importante ao longo da segunda semana de setembro. O aumento no ritmo dos embarques reduziu a diferença que, no início do mês, colocava as exportações abaixo dos níveis registrados em 2025.
De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), 45,2 mil toneladas foram enviadas ao mercado internacional nos oito primeiros dias úteis de setembro. O resultado corresponde a uma média de aproximadamente 5,65 mil toneladas por dia, volume 7,3% inferior à média registrada no mesmo período do ano passado.
A distância, entretanto, era maior na primeira parcial de setembro. Depois dos quatro primeiros dias úteis, o ritmo das exportações estava 19,6% abaixo do observado em setembro de 2025.
Segunda semana impulsiona embarques
A mudança no cenário ocorreu com o avanço dos embarques na segunda semana do mês. Entre os quatro novos dias contabilizados pela Secex, o Brasil exportou cerca de 25,6 mil toneladas, elevando a média diária para aproximadamente 6,4 mil toneladas.
Na primeira semana, a média havia ficado em torno de 4,9 mil toneladas por dia. O crescimento entre os dois períodos ajudou a diminuir de maneira significativa a diferença acumulada em relação ao ano anterior.
Além do aumento no volume, o setor também apresentou desempenho favorável em receita. O faturamento médio diário das exportações está 14,8% acima do registrado em setembro de 2025.
Valorização da tonelada ajuda resultado
Um dos fatores que contribuem para o avanço da receita é o preço médio obtido pelos produtos brasileiros no exterior.
Nos primeiros oito dias úteis de setembro, a tonelada exportada alcançou aproximadamente US$ 1.269,47, valor 23,8% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.
Com isso, mesmo que a quantidade embarcada ainda esteja abaixo do desempenho de 2025, a valorização dos produtos ajuda a sustentar o resultado financeiro das exportações.
A evolução registrada na segunda semana mostra uma mudança no comportamento do mercado externo. Depois de iniciar setembro com uma diferença mais acentuada em relação ao ano anterior, o setor conseguiu acelerar os embarques e aproximar os números dos registrados em 2025.
O desempenho das próximas semanas será determinante para saber se essa recuperação continuará e se o Brasil conseguirá reduzir ainda mais a diferença no volume exportado até o encerramento do mês.




