O mercado externo começou setembro em um ritmo mais moderado para a carne bovina brasileira. Nos oito primeiros dias úteis do mês, o país embarcou 79,71 mil toneladas do produto, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados nesta segunda-feira (14).
Os embarques apresentaram pouca diferença entre as duas primeiras semanas de setembro. Na primeira, foram 40,58 mil toneladas, enquanto na segunda o volume chegou a 39,13 mil toneladas. A diferença representa uma queda de aproximadamente 3,6% de uma semana para outra.
Apesar da relativa estabilidade semanal, o desempenho diário das exportações chama atenção quando comparado ao mesmo período de 2025. Até o momento, a média é de 9,96 mil toneladas por dia, enquanto em setembro do ano passado o país registrava média diária de 14,30 mil toneladas. A diferença corresponde a uma retração de 30,33%.
Em setembro de 2025, o Brasil terminou o mês com 314,62 mil toneladas exportadas, considerando 22 dias úteis.
Quase 2 milhões de toneladas embarcadas em 2026
O resultado de setembro, porém, não altera o desempenho expressivo registrado pelo setor ao longo do ano. Desde janeiro, as exportações brasileiras de carne bovina já somam 1,998 milhão de toneladas, ficando a poucos milhares de toneladas da marca de 2 milhões.
O cenário mostra que, mesmo diante da redução observada no ritmo diário neste início de mês, a carne bovina brasileira segue com forte participação no comércio internacional.
Para o mercado pecuário, o comportamento das exportações nas próximas semanas será um ponto de atenção. O volume destinado ao exterior influencia o escoamento da produção e também pode interferir na dinâmica de oferta e demanda no mercado interno, com reflexos sobre as negociações do boi gordo e as escalas dos frigoríficos.
Caso a média diária permaneça abaixo dos níveis registrados no ano passado, a demanda externa poderá exercer uma pressão menor sobre o mercado brasileiro. Por outro lado, uma retomada dos embarques ao longo do mês pode alterar esse cenário.
Por enquanto, o desempenho acumulado em 2026 mantém o Brasil próximo de um novo marco nas exportações de carne bovina, reforçando a relevância do produto brasileiro no mercado internacional.




