O consumo de fertilizantes no Brasil deve apresentar uma redução em 2026, depois de atingir um volume recorde no ano passado. A estimativa da Agroconsult é de que a demanda nacional fique em torno de 45,3 milhões de toneladas neste ano.

Se a projeção se confirmar, o resultado representará uma retração de 7,6% em relação a 2025, quando o país registrou consumo recorde de aproximadamente 49 milhões de toneladas de fertilizantes.

A estimativa foi apresentada pelo presidente da Agroconsult, André Pessôa, durante o 13º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, realizado nesta terça-feira (25).

A redução esperada ocorre após um período de forte utilização de fertilizantes pelos produtores brasileiros. O desempenho de 2025 elevou o consumo a um dos maiores níveis já registrados no país, impulsionado pela necessidade de manutenção da produtividade das lavouras e pelo calendário agrícola.

Para 2026, entretanto, o cenário aponta para uma utilização mais moderada. A menor demanda pode refletir decisões mais cautelosas dos produtores diante dos custos de produção e das condições do mercado agrícola.

Mesmo com a queda prevista, o volume de 45,3 milhões de toneladas mantém o Brasil entre os maiores mercados consumidores de fertilizantes do mundo. O insumo continua sendo fundamental para o desenvolvimento das principais culturas agrícolas, especialmente soja, milho e cana-de-açúcar.

A movimentação do mercado ao longo dos próximos meses deve depender do comportamento dos preços dos fertilizantes, das cotações das commodities agrícolas e das decisões dos produtores em relação à área cultivada e ao nível de investimento nas lavouras.

A expectativa é de que os números sejam acompanhados de perto pelo setor, já que mudanças no ritmo de compra e aplicação dos fertilizantes podem influenciar tanto os custos de produção quanto as perspectivas para as próximas safras.