Leilões de touros em SC registram médias de até R$ 19,3 mil no primeiro levantamento parcial do ano

Estudo conduzido pelo Grupo de Melhoramento Genético da Udesc, com apoio da Faesc, acompanha resultados dos eventos realizados em diferentes regiões catarinenses

Os primeiros resultados parciais dos leilões de touros realizados em Santa Catarina neste ano evidenciam a valorização dos animais ofertados e a importância dos investimentos em melhoramento genético na pecuária catarinense. O levantamento é realizado pelo Grupo de Melhoramento Genético (GMG) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que acompanha os leilões promovidos em diferentes regiões do Estado. O estudo conta com o apoio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), parceira dos eventos agropecuários.

De acordo com o professor Diego de Córdova Cucco, responsável pelo GMG, a metodologia estabelece critérios para garantir maior representatividade aos resultados. Uma raça passa a integrar o levantamento a partir da realização de pelo menos três eventos, com no mínimo dois animais comercializados por leilão. Animais negociados por valores além de três desvios padrão em relação à média da raça não são contabilizados.

Entre as raças que já atingiram os critérios estabelecidos, a Braford registra, até o momento, o maior valor médio por touro. Em cinco leilões acompanhados, a média chegou a R$ 19.367,14, com coeficiente de variação de 5,47%.

A raça Angus, com três leilões, apresenta valor médio de R$ 18.718,63 por touro e coeficiente de variação de 28,7%. Já a Brangus, presente em dez leilões, registra média de R$ 18.560,01 por animal e coeficiente de variação de 16,50%.

Na raça Charolês, os quatro eventos contabilizados resultaram em valor médio de R$ 18.436,11 por touro, com coeficiente de variação de 11,71%. A Hereford, também com quatro leilões, alcançou média de R$ 16.493,33 por animal, com coeficiente de variação de 9,43%.

EVENTOS FORTALECEM A PECUÁRIA
Para o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, os resultados reforçam o papel dos eventos agropecuários na valorização da pecuária catarinense e na disseminação de tecnologias que contribuem para aumentar a eficiência das propriedades rurais.

“Os leilões e demais eventos agropecuários são importantes vitrines da evolução da pecuária de Santa Catarina. A qualidade dos animais ofertados é resultado de um trabalho contínuo dos produtores, com investimentos em genética, sanidade, nutrição, manejo, assistência técnica e gerencial e outros fatores que contribuem para elevar a produtividade e a eficiência dos rebanhos. São eventos que aproximam criadores, difundem conhecimento e tecnologias e incentivam a evolução da atividade”.

O presidente também ressalta a relevância do acompanhamento dos resultados para auxiliar o pecuarista em suas decisões. “Ter informações organizadas e critérios técnicos para acompanhar o comportamento dos leilões é fundamental. Esse levantamento permite ao produtor observar tendências, comparar resultados e conhecer melhor o mercado. ”

ACOMPANHAMENTO DURANTE O ANO
O GMG da Udesc seguirá acompanhando os leilões realizados em Santa Catarina, e novas raças poderão ser incorporadas aos resultados à medida que atingirem os critérios mínimos estabelecidos pela metodologia. Dessa forma, os dados serão atualizados ao longo do calendário de eventos, oferecendo aos produtores rurais e demais integrantes da cadeia pecuária uma referência sobre o comportamento das comercializações no Estado.
As atualizações poderão ser acompanhadas pelo perfil do Grupo de Melhoramento Genético da Udesc no Instagram (@gmg_udesc), pelas rádios parceiras e pelo site do Sistema Faesc/Senar.

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