Casos de raiva em bovinos registrados em Santa Catarina acenderam o alerta entre produtores rurais e autoridades sanitárias. Apenas até o início de fevereiro deste ano, o Estado confirmou cinco ocorrências da doença — três em Chapecó, uma em Orleans e uma em São José do Cerrito.
Em Chapecó, comunidades do interior, como a linha Bom Retiro, têm promovido reuniões para orientar produtores após a confirmação de foco da doença. Moradores relatam aumento na presença de morcegos nas propriedades rurais, especialmente em áreas de pastagem e construções antigas.
O principal transmissor da raiva no Estado é o morcego hematófago, que se alimenta de sangue. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) mantém equipes responsáveis por investigar possíveis abrigos desses animais. O trabalho depende da comunicação dos produtores, que devem informar locais suspeitos para que técnicos façam a captura e análise dos morcegos. Quando há confirmação do vírus, a colônia é eliminada.
Durante todo o ano de 2025, Santa Catarina registrou 41 casos de raiva bovina, sendo cinco apenas em Chapecó.
A raiva é uma doença viral sem tratamento e pode atingir todos os mamíferos, incluindo bovinos, equinos, cães, gatos e seres humanos. Entre os principais sintomas nos animais estão mudanças de comportamento, agressividade, salivação excessiva, paralisia, dificuldade para engolir e convulsões.
O último caso de raiva humana no Estado foi registrado em 2019.
As autoridades reforçam que qualquer pessoa que tenha contato com animal suspeito deve procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e, se necessário, aplicação de vacina e soro.
A principal recomendação aos produtores é manter a vacinação do rebanho em dia como forma de prevenção.
*Com informações da NSC