Os coordenadores das Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadecs) de Santa Catarina marcaram presença no 3º Encontro Nacional das Cadecs de Aves e Suínos, realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), nos dias 18 e 19 de outubro, em Brasília. O evento reuniu mais de cem participantes, entre produtores, representantes estaduais e lideranças das federações de agricultura e pecuária.
Gilmar Antônio Zanluchi, coordenador e representante da Faesc na Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA, destacou que o encontro foi fundamental para fortalecer o trabalho das Cadecs catarinenses. Segundo ele, a programação trouxe aprofundamento técnico e estratégico sobre os desafios do sistema de integração, permitindo maior alinhamento entre os estados.
“Discutimos ações para aprimorar a atuação das comissões, ampliar a compreensão da Lei da Integração e promover transparência nas relações contratuais. Essa troca é essencial para qualificar o diálogo com as agroindústrias e fortalecer a posição dos produtores”, afirmou.
Para o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, a participação catarinense reforça a organização e a representatividade dos produtores integrados no estado. Ele lembrou que as equipes estão preparadas para orientar sobre a Lei da Integração, apoiar a formação das comissões e mediar negociações. “Esse intercâmbio amplia a capacidade de atuação com segurança jurídica, transparência e agilidade”, destacou.
Na abertura do evento, o presidente da Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA, Adroaldo Hoffmann, ressaltou que o encontro funciona como espaço de alinhamento entre produtores, lideranças e técnicos. O objetivo é nivelar informações sobre mobilização, parâmetros técnicos, custos de produção e avanços do Programa Cadecs Brasil. “A ideia é colocar todos na mesma página e fortalecer a relação com as integradoras para garantir eficiência e sustentabilidade às cadeias”, afirmou.
Realizado anualmente, o encontro cresce em número de participantes, reflexo do interesse dos produtores em se capacitar. A programação incluiu debates sobre legislação, custos de produção padronizados, resultados do Projeto Campo Futuro e o uso de dados para fortalecer a argumentação dos produtores nas negociações com as indústrias.