Brasil busca reverter restrições da União Europeia às exportações de proteínas animais

O governo brasileiro trabalha para recuperar, ainda em 2026, a autorização para exportação de proteínas animais e derivados ao mercado da União Europeia. A expectativa foi apresentada nesta terça-feira (18) pelo ministro da Agricultura, André de Paula.

A União Europeia decidiu suspender, a partir de setembro, a habilitação de exportadores brasileiros diante da falta de comprovação considerada suficiente sobre o controle do uso de antimicrobianos nas cadeias de produção animal.

Segundo o ministro, a retomada, no entanto, não deverá ocorrer de forma imediata para todos os produtos. O prazo dependerá das particularidades e do ciclo de produção de cada cadeia. No caso da carne bovina, por exemplo, a previsão é de que o acesso ao mercado europeu possa levar até dois anos para ser restabelecido.

A preocupação do governo vai além das vendas destinadas diretamente aos países da União Europeia. De acordo com André de Paula, entre 10 e 18 outros países adotam critérios sanitários semelhantes aos europeus e poderiam também impor restrições aos produtos de origem animal brasileiros.

Diante do cenário, diferentes áreas do governo participam das negociações para tentar solucionar o impasse. O Ministério da Agricultura atua nas discussões técnicas por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária, enquanto o Ministério das Relações Exteriores conduz as tratativas diplomáticas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também participa das articulações em nível de Estado.

A estratégia é buscar o atendimento às exigências sanitárias europeias e, com isso, evitar que as restrições avancem para outros mercados compradores das proteínas brasileiras.

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