O El Niño já apresenta forte intensidade no Oceano Pacífico e começa a influenciar as condições climáticas no Brasil. De acordo com a Climatempo, os efeitos do fenômeno foram percebidos no país em julho e devem continuar ao longo de agosto, com possibilidade de intensificação nos próximos meses.
A atual configuração chama atenção pela intensidade. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), os indicadores utilizados para confirmar a presença do fenômeno continuam sendo registrados no Pacífico Equatorial.
Um dos principais sinais está relacionado ao aquecimento das águas do oceano na faixa central e leste do Pacífico Equatorial, região próxima às costas do Peru e do Equador. Na avaliação mais recente da NOAA, divulgada na segunda-feira (10), a temperatura da superfície do mar estava 1,8°C acima da média.
Para que o El Niño seja caracterizado, a temperatura média da superfície do mar nessa região precisa permanecer pelo menos 0,5°C acima do normal durante cinco meses consecutivos. O índice atual, portanto, está bem acima do limite utilizado para identificar o fenômeno.
A Climatempo avalia que, caso a tendência de fortalecimento continue, o atual episódio poderá entrar para a história como um dos El Niños mais severos registrados desde 1950.
O fenômeno altera a circulação atmosférica e pode provocar mudanças no padrão de chuvas e temperaturas em diferentes regiões do Brasil. Por isso, o avanço da intensidade do evento aumenta a atenção de setores que dependem diretamente das condições climáticas, como a agricultura.