Muito antes de se tornar uma potência econômica, o cooperativismo nasceu da união de pessoas em busca de melhores condições de vida e trabalho. O movimento moderno surgiu em 1844, na cidade de Rochdale, na Inglaterra, quando 28 trabalhadores criaram uma cooperativa de consumo baseada em princípios como gestão democrática, participação econômica dos associados e interesse pela comunidade.
O modelo se espalhou pelo mundo e hoje está presente em praticamente todos os continentes, atuando em setores como agricultura, crédito, saúde, transporte, habitação, energia e consumo. Mais do que um modelo de negócios, o cooperativismo é uma filosofia baseada na união de esforços para alcançar objetivos comuns.
Quando o cooperativismo chegou ao Brasil
No Brasil, as primeiras experiências cooperativistas surgiram no final do século XIX, impulsionadas principalmente por imigrantes europeus. A primeira cooperativa oficialmente reconhecida foi fundada em 1889, em Minas Gerais. A partir do século XX, o sistema ganhou força especialmente nas áreas rural, agropecuária e de crédito, tornando-se um dos principais motores do desenvolvimento econômico em diversas regiões do país.
Hoje, o cooperativismo brasileiro está presente em milhares de municípios e exerce papel estratégico na geração de renda, inclusão financeira e desenvolvimento regional.
Cooperativismo em números no Brasil
Os números mostram a dimensão do setor
25,8 milhões de cooperados
4.384 cooperativas em atividade
Presença em 3.586 municípios
578 mil empregos diretos gerados
R$ 757,9 bilhões movimentados em 2024
R$ 1,39 trilhão em ativos
R$ 51,3 bilhões distribuídos em sobras aos cooperados
O crescimento do cooperativismo brasileiro vem superando diversos indicadores econômicos nacionais, demonstrando a força de um modelo que alia resultados financeiros ao desenvolvimento social.
O peso do cooperativismo na economia nacional
O cooperativismo brasileiro está presente nos principais setores da economia. No agronegócio, responde por parcela significativa da produção de grãos, leite, carnes e exportações. No crédito, amplia o acesso a serviços financeiros em municípios onde muitas vezes os bancos tradicionais não chegam.
Além disso, o setor movimenta recursos equivalentes a centenas de bilhões de reais por ano, consolidando-se como uma das engrenagens mais importantes do desenvolvimento econômico brasileiro.
Santa Catarina: referência nacional em cooperativismo
Se existe um estado onde o cooperativismo se tornou parte da cultura econômica e social, esse estado é Santa Catarina. O modelo cooperativista ajudou a construir a força econômica catarinense e está presente em praticamente todas as regiões do estado.
Atualmente, Santa Catarina conta com: Mais de 4,8 milhões de cooperados 234 cooperativas em atividade, cerca de 82 mil empregos diretos e mais de R$ 93 bilhões movimentados anualmente. Os números impressionam porque representam mais da metade da população catarinense ligada de alguma forma ao cooperativismo.
Oeste catarinense: um exemplo para o Brasil
A região Oeste de Santa Catarina é considerada uma das regiões mais cooperativistas do país. Foi através da cooperação que pequenos agricultores conseguiram ganhar escala, agregar valor à produção e conquistar mercados nacionais e internacionais. O modelo permitiu que milhares de famílias permanecessem no campo, gerando renda e fortalecendo as economias locais.
Municípios da região cresceram apoiados em cooperativas agropecuárias, de crédito, transporte e saúde, transformando uma área originalmente marcada pela agricultura familiar em uma potência econômica.
Cooperativas que impulsionam o desenvolvimento regional
O Oeste catarinense abriga algumas das cooperativas mais importantes do Brasil, que se destacam pela geração de empregos, investimentos e inovação.
Entre elas estão:
Aurora Coop
Auriverde
Cooperalfa
Sicoob
Sicredi
Cooper Itaipu
Cooperdia
Ceráça
Cresol
Sulcredi
Essas organizações demonstram diariamente que competir e cooperar podem caminhar juntos, promovendo crescimento econômico e desenvolvimento social.
Cooperar para desenvolver
O sucesso do cooperativismo está na capacidade de unir pessoas em torno de objetivos comuns. Enquanto empresas tradicionais distribuem resultados para acionistas, as cooperativas reinvestem recursos nas comunidades e repartem os resultados entre seus associados.
O impacto vai além dos números. O cooperativismo gera emprego, renda, educação, qualificação profissional e qualidade de vida. Por isso, mais do que um modelo econômico, cooperar tornou-se uma estratégia de desenvolvimento regional.
O futuro é cooperativo
Em um mundo cada vez mais conectado e desafiador, o cooperativismo mostra que crescer junto continua sendo uma das formas mais eficientes de gerar prosperidade. Os resultados alcançados no Brasil e, especialmente, em Santa Catarina demonstram que quando pessoas se unem em torno de um propósito comum, os benefícios alcançam não apenas os associados, mas toda a comunidade.
No Oeste catarinense, a história do desenvolvimento econômico se confunde com a história das cooperativas. E tudo indica que os próximos capítulos continuarão sendo escritos por quem acredita na força da cooperação.