O Ministério da Agricultura e Pecuária alterou os procedimentos de fiscalização das cargas de soja destinadas à China, principal destino das exportações brasileiras do grão. A mudança ocorre após empresas exportadoras relatarem dificuldades nos embarques devido às regras adotadas recentemente.
Com a nova orientação, as amostras de soja para inspeção passam a ser coletadas pelas empresas supervisoras de embarques contratadas pelas tradings, e não mais diretamente pelos fiscais agropecuários do ministério. A medida foi oficializada pelo Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional e passa a valer imediatamente para cargas que ainda não tiveram amostras coletadas.
Mesmo com a mudança, o governo manterá fiscalização direta em cerca de 10% dos embarques, nos quais as amostras continuarão sendo coletadas por fiscais do ministério.
A decisão busca resolver impasses com exportadoras que relataram atrasos e dificuldades logísticas após mudanças nos procedimentos de inspeção. Algumas empresas do setor chegaram a interromper temporariamente operações e compras de soja destinadas ao mercado chinês.
O endurecimento das regras ocorreu após a identificação de plantas daninhas consideradas quarentenárias pela China em cargas do grão, o que impede a emissão de certificado fitossanitário exigido para exportação.
A expectativa é que as mudanças ajudem a normalizar os embarques e garantir o fluxo das exportações brasileiras de soja para o mercado chinês, um dos mais importantes para o agronegócio do país.