Santa Catarina está se organizando para participar de forma ativa da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), marcada para ocorrer entre os dias 11 e 22 de novembro, em Belém do Pará. O objetivo é mostrar ao mundo que é possível conciliar desenvolvimento econômico com preservação ambiental, a partir do exemplo catarinense.
À frente dessa mobilização, o deputado estadual Mauro De Nadal (MDB), que coordena a Frente Parlamentar da COP30 na Assembleia Legislativa, tem conduzido uma série de encontros regionais com representantes do setor produtivo. As reuniões já aconteceram em São Miguel do Oeste, Campos Novos, Caçador, Jaraguá do Sul e Criciúma, reunindo agricultores, empresários e lideranças da indústria e do agronegócio.
O parlamentar destaca que as contribuições colhidas nesses encontros servirão de base para consolidar a posição de Santa Catarina na conferência. “Não há como debater clima e sustentabilidade sem ouvir quem trabalha diariamente no campo, nas fábricas e no comércio. O setor produtivo precisa ser parte da solução”, afirma.
De Nadal lembra que o estado já é referência em equilíbrio entre produção e preservação. Quase 40% do território catarinense permanece coberto por florestas nativas, enquanto o agronegócio responde por cerca de 30% do PIB estadual. “Quem produz também preserva. Essa é a realidade de Santa Catarina e precisa ser respeitada no debate internacional”, ressalta.
Segundo o deputado, o setor produtivo não pode ser colocado como antagonista no tema ambiental. Pelo contrário, é protagonista de uma trajetória marcada por responsabilidade e inovação. “A força da nossa economia vem do esforço de milhares de famílias que investem em tecnologia, cuidam do solo e mantêm a floresta em pé”, acrescenta.
Ao final da série de reuniões, será elaborado um documento com as principais contribuições do setor produtivo catarinense, que será levado oficialmente à COP30. Para Mauro De Nadal, a iniciativa é clara: assegurar que a experiência de Santa Catarina seja ouvida e valorizada no cenário global.
“Não podemos aceitar que decisões que afetam diretamente nossa produção sejam tomadas sem a participação de quem gera emprego e alimento. Nosso compromisso é dar voz ao setor produtivo na COP30”, conclui.