O uso de aditivos na alimentação de vacas leiteiras tem se consolidado como uma estratégia essencial para elevar o desempenho dos rebanhos e garantir a produção de leite de alta qualidade. O tema foi debatido no 14º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL), realizado em Chapecó, com palestras dos doutores Marcos Neves e Euler Rabelo, especialistas em nutrição animal.
Durante o encontro, foram apresentados os principais tipos de aditivos utilizados na bovinocultura leiteira, seus mecanismos de ação e os impactos diretos na saúde e produtividade das vacas. Entre os destaques estão os tamponantes e alcalinizantes, substâncias que ajudam a neutralizar os ácidos do rúmen e equilibrar o pH, além de fornecer importantes minerais à dieta.
De acordo com Marcos Neves, o uso desses aditivos deve ser estratégico e direcionado a vacas de alta produção, nas quais o retorno tende a ser mais significativo. “O aditivo é um custo adicional, por isso deve ser aplicado onde há mais chance de resultado. Em vacas de baixa produção, muitas vezes o uso não se justifica”, explicou.
O especialista ressaltou ainda que o impacto dessas substâncias vai além do controle do pH ruminal. “Esses aditivos provocam efeitos sistêmicos, influenciando a produção de urina, o consumo de água, a oxigenação sanguínea e até a produção de gordura corporal. Por isso, entender a dinâmica dos minerais como cálcio, magnésio, sódio e potássio é fundamental”, observou.
Outro tema abordado foi o uso dos ionóforos, aditivos que melhoram a eficiência alimentar e têm ação antimicrobiana, conforme destacou o doutor Euler Rabelo. Ele explicou que esses compostos — como monensina, lasalocida, narasina e salinomicina — auxiliam no controle de parasitas e promovem melhor aproveitamento dos nutrientes.
Segundo Rabelo, a monensina é o ionóforo mais utilizado e apresenta benefícios comprovados, como aumento da produção de ácido propiônico, melhor metabolismo do nitrogênio e redução do risco de acidose subclínica. “A monensina melhora a eficiência alimentar, eleva a produção de leite e reduz problemas comuns no período de transição, como cetose, metrite e mastite”, destacou.
Os especialistas reforçaram que o uso correto de aditivos, aliado a um manejo nutricional adequado, contribui para o bem-estar dos animais e a sustentabilidade da atividade leiteira, ampliando a rentabilidade dos sistemas de produção.
Aditivos na dieta de vacas leiteiras aumentam produtividade e melhoram qualidade do leite
O uso de aditivos na alimentação de vacas leiteiras tem se consolidado como uma estratégia essencial para elevar o desempenho dos rebanhos e garantir a produção de leite de alta qualidade. O tema foi debatido no 14º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL), realizado nesta quinta-feira (16) em Chapecó, com palestras dos doutores Marcos Neves e Euler Rabelo, especialistas em nutrição animal.
Durante o encontro, foram apresentados os principais tipos de aditivos utilizados na bovinocultura leiteira, seus mecanismos de ação e os impactos diretos na saúde e produtividade das vacas. Entre os destaques estão os tamponantes e alcalinizantes, substâncias que ajudam a neutralizar os ácidos do rúmen e equilibrar o pH, além de fornecer importantes minerais à dieta.
De acordo com Marcos Neves, o uso desses aditivos deve ser estratégico e direcionado a vacas de alta produção, nas quais o retorno tende a ser mais significativo. “O aditivo é um custo adicional, por isso deve ser aplicado onde há mais chance de resultado. Em vacas de baixa produção, muitas vezes o uso não se justifica”, explicou.
O especialista ressaltou ainda que o impacto dessas substâncias vai além do controle do pH ruminal. “Esses aditivos provocam efeitos sistêmicos, influenciando a produção de urina, o consumo de água, a oxigenação sanguínea e até a produção de gordura corporal. Por isso, entender a dinâmica dos minerais como cálcio, magnésio, sódio e potássio é fundamental”, observou.
Outro tema abordado foi o uso dos ionóforos, aditivos que melhoram a eficiência alimentar e têm ação antimicrobiana, conforme destacou o doutor Euler Rabelo. Ele explicou que esses compostos — como monensina, lasalocida, narasina e salinomicina — auxiliam no controle de parasitas e promovem melhor aproveitamento dos nutrientes.
Segundo Rabelo, a monensina é o ionóforo mais utilizado e apresenta benefícios comprovados, como aumento da produção de ácido propiônico, melhor metabolismo do nitrogênio e redução do risco de acidose subclínica. “A monensina melhora a eficiência alimentar, eleva a produção de leite e reduz problemas comuns no período de transição, como cetose, metrite e mastite”, destacou.
Os especialistas reforçaram que o uso correto de aditivos, aliado a um manejo nutricional adequado, contribui para o bem-estar dos animais e a sustentabilidade da atividade leiteira, ampliando a rentabilidade dos sistemas de produção.